Saudações pessoal, hoje trago para vocês uma sugestão de filme para quem quer pensar na vida, rir um pouco e também contemplar sua tristeza.De certa forma me identifico com o filme. Sempre fui engraçado, tanto na escola, quanto na rua e em casa, e saia tudo muito naturalmente, até quando eu estava muito triste, conseguia fazer todos rirem. Até hoje gosto muito de fazer as pessoas rirem, se tornou um tipo de vício, mas em meio a sociedade totalmente crítica de hoje, no local onde vivo atualmente, procuro não ter graça, não passar nada de mim para ninguém, ser vazio, e seco, para não ser censurado por mais ninguém. Mas mesmo assim, as vezes não consigo segurar e acabo soltando alguma piadinha ou situação engraçada. No lugar certo, em meio as pessoas certas, aí sim, dá para ter prazer em fazer rir.
O filme "O Palhaço", co-escrito, dirigido e estrelado por um dos meus atores favoritos, Selton Mello, é um filme de comédia e drama, que mostra a historia do palhaço Benjamin (Selton Mello) e do seu pai, também palhaço, Valdemar (Paulo José), num circo nômade dos anos 70. Benjamin descontente com a vida de palhaço, decide sair do circo e trabalhar em uma empresa normal, e lá descobre que sua vocação é ser palhaço, e fazer as pessoas rirem espontaneamente.
Assista ao trailer do filme "O Palhaço".
Sempre gostei muito da ideia da vida de um palhaço, principalmente os palhaços de circo de interior, alguns, os mais tradicionais, passam uma ideia de tristeza por traz da maquiagem, um tipo de melancolia.
Eu sempre tive esse sonho besta de ser palhaço, de viver no circo, em um trailer, e de fazer todos rirem. Depois de cada espetáculo, eu iria pensar profundamente em todas essas viagens, locais e pessoas, pensaria no passado e na vida, pensaria na tristeza.
O primeiro palhaço que me deu essa ideia, foi um senhor de idade, que passou por minha cidadezinha do interior. Ao fim de um espetáculo, saí por traz do pequeno circo, fui ver como moravam as pessoas que trabalhavam por lá, então vi aquele senhor, que me fez rir tanto, tirando a maquiagem, e vi que por traz de tudo aquilo, havia um homem sozinho e triste, que tinha passado por muitas estradas. Comecei a pensar muito na tristeza de uma pessoa que vive a viajar, que vê paisagens incríveis e pessoas diferentes a cada viagem.
Enfim, gosto muito de pensar na tristeza por traz dos sorrisos de todos que vejo.
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